A Tromboangeíte Obliterante, também conhecida como Doença de Buerger, é uma vasculite que atinge artérias e veias de pequeno e médio calibre, principalmente nas mãos e pés. Neste guia sobre Tromboangeíte Obliterante, você vai entender causas, sinais, exames e tratamento.

Cirurgião vascular avaliando paciente com Tromboangeíte Obliterante

O que é a Tromboangeíte Obliterante?

A Tromboangeíte Obliterante é uma doença inflamatória não-aterosclerótica que provoca trombose e oclusão dos vasos. É fortemente associada ao tabagismo, sendo o cigarro o principal fator desencadeante e perpetuador da doença.

6 sinais da Tromboangeíte Obliterante

  1. Dor intensa em mãos e pés, mesmo em repouso.
  2. Coloração arroxeada e palidez nas extremidades.
  3. Feridas e úlceras de difícil cicatrização.
  4. Sensibilidade ao frio e formigamento.
  5. Episódios de tromboflebite migratória.
  6. Necrose e gangrena nos casos avançados.

Quem tem mais risco?

A Tromboangeíte Obliterante atinge principalmente:

  • Homens jovens, entre 20 e 45 anos.
  • Tabagistas crônicos ou usuários de tabaco mascado.
  • Pacientes com histórico familiar de vasculites.
  • Trabalhadores expostos ao frio e umidade constante.

Diagnóstico

O diagnóstico exige exclusão de outras doenças vasculares, como aterosclerose e doenças autoimunes. Os exames mais utilizados incluem:

  • Ecodoppler arterial e venoso.
  • Angiografia das extremidades.
  • Exames laboratoriais para doenças autoimunes.
  • Biópsia em casos selecionados.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o diagnóstico é clínico e angiográfico, com critérios bem definidos.

Tratamento da Tromboangeíte Obliterante

O tratamento da Tromboangeíte Obliterante tem como pilar a cessação total do tabagismo. As demais medidas incluem:

  • Vasodilatadores e prostaglandinas em internação.
  • Antiagregantes plaquetários.
  • Curativos especiais para feridas isquêmicas.
  • Simpatectomia em casos selecionados.
  • Revascularização em segmentos viáveis.
  • Amputação como último recurso na gangrena extensa.

Cigarro: o vilão da Tromboangeíte

Estudos mostram que pacientes que abandonam o cigarro estabilizam a doença e evitam amputações. Mesmo o uso ocasional ou de cigarro eletrônico pode reativar a Tromboangeíte. Saiba também sobre doença arterial periférica, que pode coexistir com a Tromboangeíte Obliterante.

Quando procurar um cirurgião vascular?

Procure avaliação especializada ao primeiro sinal de dor nas extremidades, alteração de cor ou feridas que não cicatrizam. Para informações oficiais sobre tabagismo e saúde, consulte o Ministério da Saúde.

Conclusão

A Tromboangeíte Obliterante é uma doença grave, mas com bom prognóstico quando há cessação do tabagismo e acompanhamento vascular adequado. O diagnóstico precoce evita complicações sérias.

0 0 votes
Article Rating